quarta-feira, 10 de junho de 2009

Quem Habitará??


“Quem, Senhor, habitará no teu santuário?”

Davi era um homem segundo o coração de Deus por ser ele capaz de lidar com suas imperfeições, seus deslizes confrontando-os com a santidade de Deus. Isto quer dizer que, Davi não se calava diante de seus pecados e os confessava a Deus, pois a santidade era o seu alvo de vida.
Nesse sentido, quando lemos o Salmo 15 temos uma compreensão mais profunda do sentimento do salmista. Esta pergunta retórica que Davi fez ao começar o seu salmo tem significados profundos.
Ao olhar para si, Davi se sente incapaz de apresentar-se diante de Deus para adorá-lo. Mas, quem está habilitado para isso? Uma auto avaliação coerente nos fará perceber que não somos dignos de tal privilégio. Neste caso, Jesus apresenta-se como a única porta, a única ponte, o único caminho. Só por Jesus podemos chegar ao Pai.
Mas para não nos isentar de pelo menos um pouco de responsabilidade, Davi diz ainda no Salmo 15 que precisamos observar algumas atitudes que nos auxiliará quando nos achegarmos à presença de Deus.
“O que é integro em sua conduta...
O que de coração fala a verdade...
O que não usa a sua língua para difamar o próximo...
Aquele que mantém sua palavra mesmo quando é prejudicado... etc..
Quem assim procede nunca será abalado!”

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Salmo 92 e a Variedade de Instrumentos

Na abordagem anterior, foi feita uma análise dos dois primeiros versículos do Salmo 92. Destaquei o conteúdo da adoração e ações de graças do salmista, ou seja, ele adorava pelas misericórdias e pela fidelidade de Deus. O outro ponto enfatizado foi a intensidade. De dia e de noite o salmista dava graças a Deus, o que quer dizer, em todo o tempo.
Mas é preciso observar como o salmista expressava as suas ações de graças e louvor a Deus. Como ele expressava a sua adoração? Esta pergunta é respondida no versículo 3. O salmista diz: “com instrumentos de dez cordas, com saltério e com a solenidade da harpa”. O que ele quer dizer com isso?
Podemos dizer que o Salmista tinha convicção que a adoração a Deus poderia ser expressada das formas mais variadas possíveis e com os mais variados instrumentos. Os instrumentos de dez cordas, o saltério, a harpa eram os instrumentos comuns da época, por isso são eles citados pelo salmista. Se o salmo fosse composto em nossos dias talvez o poeta dissesse, Bom é render graças ao Senhor... com o violão, o contra baixo, o cavaquinho, o violino e a guitarra (pra citar somente instrumentos de cordas). O salmista mostra-se apreciador de vários tipos de instrumentos.
O que precisamos deixar bem claro aqui é que a forma não pode ser, em hipótese alguma, o mais importante na nossa expressão de adoração e louvor a Deus, mas sim a essência, a compreensão de que bom é render graças ao Senhor pelas suas misericórdias e pela sua fidelidade; bom é render graças ao Senhor em todo o tempo, o dia todo, com intensidade de alma e coração. Nesse caso, não comprometemos a essência em detrimento da forma.
Em Cristo...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Bom é render graças...

Uma das mais belas lembranças que tenho da minha infância é a de meu irmão David compondo suas músicas altas horas da noite. Ele chegava da aula, ou de alguma outra atividade à noite, e sentava na cama de cima do beliche – eu dormia na de baixo – e com o seu violão passava um bom tempo tocando e compondo.
Eu tinha muita dificuldade de dormir cedo, passava horas deitado olhado para o estrado da cama de cima (não dava pra ver o teto! rs). Talvez estivesse me acostumando com a idéia de dormir ouvindo canções maravilhosas e de profundo conteúdo bíblico. Acredito que estes momentos tiveram grande relevância na minha formação musical e contribuíram para que a música na minha vida hoje seja uma ferramenta que uso no exercício prazeroso da minha fé.
Umas das canções que o meu mano mais velho compôs é fruto de suas meditações no salmo 92. O salmista faz brotar do seu coração um hino de gratidão a Deus pelos seus feitos maravilhosos, pela experiência do perdão e por tantos outros motivos.
O salmista começa dizendo: “Bom é render graças ao Senhor...”. Esta afirmação só é possível fazer se, de fato, experimentar. Como assegurar algo que não foi possível experimentar? Isso quer dizer que o autor desse salmo estava consciente de que cantar louvores ao Altíssimo era uma experiência maravilhosa, saborosa, esplendorosa, pois ele já havia provado, e assim, comprova: isso é bom!
Duas questões importantes nos dois primeiros versículos do Salmo 92 não podem ser ignoradas. A primeira é o conteúdo dos louvores e ações de graças do salmista. Este era repleto do reconhecimento das misericórdias e da fidelidade do Senhor (2). A segunda é a intensidade ou a medida dos louvores e ações de graças do salmista. Ele diz: “anunciar de manhã... e durante as noites”. Na verdade, podemos entender que se tratava de uma vida de inteira gratidão e adoração. De manhã e à noite passa-nos a idéia de o tempo todo. Como bem disse o Salmista Davi: “Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios” (Sl.34.1).
Talvez tenha sido este sentimento que permeava o coração do meu irmão David o que o levava a tomar o seu violão e adorar a Deus nas noites e madrugadas a fora!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Sabedoria...



A leitura consciênte das Escrituras leva-nos à consciência de Deus...

ou à com ciência...

ou ao conhecimento...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Adoração


A adoração envolve uma prova, Deus quer ver até onde amamos a Ele. Abraão foi posto a prova.
Adoração quer dizer prestar honras ou homenagens a ser divino. Na Bíblia, a adoração não depende da música e a música não é sequer o mais importante item na adoração. Em muitos casos a música nem é citada. Em Gênesis 22, encontramos 9 itens essenciais para a adoração (por favor leia o texto bíblico para entender melhor as explicações abaixo). Observe:
1. PROVA - A adoração envolve uma prova, Deus quer ver até onde amamos a Ele. Abraão foi posto a prova.
2. RELACIONAMENTO - Devemos ter relacionamento com Deus. Gastar tempo com Ele. Devemos aprender a conhecer a voz do Senhor. O Diabo falou com Jesus, e Jesus imediatamente reconheceu a voz do Diabo. Devemos saber quando se é Deus que está falando ou não!
3. PROCESSO - Deus nos ensina. Muitas vezes Ele nos envia a uma viagem, um Congresso por exemplo, para Ele falar conosco. Muitas vezes, o Senhor nos tira de nosso lugar para falar conosco.
4. OFERTA - Se nós não trazermos ofertas a Deus, não podemos demonstrar nosso amor a Ele. Porém, dar o dízimo não significa amor a Deus, isto é responsabilidade (devolvemos a Ele o que Ele nos deu). Quando Deus nos pede alguma coisa, por mais importante que seja, devemos oferta-la com amor, como aconteceu com Abraão e Isaque.
5. OBEDIÊNCIA - Obediência atrasada é igual a desobediência. Quando Deus nos pede para fazermos alguma coisa, devemos fazer na hora. Muitos erram ao dizer: "...daqui a um mês eu faço". Isto é o mesmo que desobedecer.
6. PREPARAÇÃO - Precisamos estar preparados para estar na presença de Deus.
7. SEPARAÇÃO - Temos que nos separar de pessoas que nos impedem de adorar a Deus.
8. DISPOSTO A SOFRER - (versículo 6) o fogo destrói, transforma e purifica. O fogo do Espírito Santo destrói nosso velho homem, transforma em imagem de Cristo e nos purifica, para apresentarmos diante de Deus santos. Derramar sangue: devemos estar dispostos a sofrer. Devemos dar nossa vida pela causa de Cristo.
9 . ABSOLUTA CONFIANÇA EM DEUS - Na adoração a música não é a parte principal, mas é todos estes oito itens visto acima. Você está disposto a passar por esta prova?

Que Deus nos abençoe!


O Sorriso da Natureza


Recebi um email de uma amiga hoje. Ao abri-lo, fui surpreendido com esta linda imagem. Não sei quem foi o autor dessa façanha. Lamento não poder atribuir as honras a quem tão brilhantemente foi capaz de registrar tão linda imagem. O email chegou com o título: “uma foto em um milhão”. Resolvi mudar o tema, achei melhor: “O Sorriso da Natureza”. Na verdade, foi o que esta imagem conseguiu estancar de mim, um sorriso impressionado com tão grande beleza.
Lembrei-me logo das palavras bíblicas do Salmo 19 colocadas em forma de poema pela grande Sarah P. Kalley, que está registrado no hinário Novo Cântico nº 22.

“Altamente os céus proclamam
Seu divino Criador!
Anuncia o firmamento
Tuas obras, ó Senhor!
Incessantes, noite e dia,
Dão sinais do teu poder;
Sem palavras, proclamando
Deus excelso no saber!”

A Ele a Glória! Amém!!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Consequências de uma Vida Cheia do Espírito Santo

A vida prática de um cristão é o principal veículo que mostrará se ele é ou não cheio do Espírito Santo de Deus. Os irmãos da igreja de Jerusalém – chamada de Primitiva, por ter sido a primeira – eram diferentes por serem cheios do Espírito. Iremos marcar o nosso tempo se observamos as atitudes e características daqueles irmãos que viveram na primeira igreja cristã. Eis aqui algumas:
Uma Igreja que Aprende (42) – Esta é a primeira evidência de uma igreja cheia do Espírito Santo. Os primeiros discípulos de Jerusalém não pensavam que era só receber o Espírito e pronto. Pelo contrário, eles sentavam aos pés dos apóstolos para aprender, para ouvir a exposição fiel da Palavra e dos ensinos de Jesus (4.31).Você está sendo ensinado na doutrina dos apóstolos? Se isso acontece, você é cheio do Espírito Santo.
Uma Igreja que Ama (42) – A comunhão era uma constante na vida da igreja, pois o texto diz que eles “perseveravam”. Primeiro, devemos lembrar que só podemos viver em comunhão se tivermos o Espírito Santo trabalhando em nós. A demonstração de amor, o compartilhar juntos da fé, de alegrias, de tristezas, de lutas, de vitórias, afirmam que somos cheios do Espírito de Deus (4.32-35).
Uma Igreja que Adora (46, 47a) – A ação do Espírito era vista nesta igreja, pois ela perseverava unânime no templo. A comunhão vinda do Espírito fazia com que eles se reunissem para adorar. É interessante lembrar que a presença do Espírito numa igreja pode não combinar com “barulho”, pois o texto diz que a igreja adorava com “alegria e singeleza de coração” (46). A idéia é que a adoração era feita de uma forma cativante, sem muito alarde, com equilíbrio e reverência. A maior marca de uma igreja adoradora é a alegria. Ela é quem autentica se uma igreja é cheia do Espírito ou não (Sl. 122.1; Fl. 4.4).
Uma Igreja que Evangelizava (47b) – As três características anteriores fazem parte da vida interna da igreja. Ao olharmos para o vers. 47 vamos ver que de alguma forma o Espírito tornou aquela igreja evangelística. Se não, vejamos:
a) Uma igreja firma nas doutrinas bíblicas se torna capaz de levar o verdadeiro evangelho de Cristo;
b) Uma igreja que ama cativa as pessoas e as torna desejosas de conviver com este mesmo amor
c) Uma igreja que adora com alegria contagia os que a ela se aproximam, levando-as a reconhecer o fator principal da nossa alegria – Jesus.
Isso nos leva a concluir que o compromisso interno, as motivações corretas aqui dentro, farão com que aqueles que chegam até nós tornem-se impactados com o evangelho que vivemos e pregamos. Resumindo, pregaremos mais com a vida do que com as palavras. Ainda assim, temos que ser evangelizadores, missionários, anunciadores do Reino de Deus. A pregação dos apóstolos, o testemunho dos membros da igreja, a comunhão vivida, a vida de plena adoração, faziam com que o Senhor acrescentasse dia-a-dia os que iam sendo salvos (At.9.31).
Uma igreja cheia do Espírito Santo promove a salvação ao mundo, seja com missões, seja com a evangelização, seja com o testemunho dos crentes através do aprendizado, da comunhão em amor, da adoração com alegria.